10 novos lugares imperdíveis pra conhecer em São Paulo

Hello, traveler!
Vivendo numa cidade grande desde que vim ao mundo, as barreiras impostas pelo medo não me impedem de desbravar o meu território, muito pelo contrário: me desafiam. Movida pela curiosidade, estou sempre em busca por alguma coisa, sem nome, sem rumo, sem hora. Porque perder-se é também uma forma de se encontrar. E a cada esquina nessa Paulicéia Desvairada, você há de achar uma surpresa. Estreando meus posts aqui no blog, vou começar dando dicas de onde ir e o que explorar em São Paulo, unindo o convencional ao alternativo. 

É impossível vir à capital paulista sem conhecer o Centro da cidade que por muito tempo foi (e talvez ainda seja) o antro do medo. Isso porque durante muitos anos, a região central foi esquecida pela administração pública, pela população e difamada pela mídia. Mesmo diante das mazelas sociais de grandes centros urbanos, esta é uma das melhores oportunidades para viver a cidade. Há muita beleza e coisas boas para se fazer por aqueles cantos, que estão sendo ocupados por iniciativas interessantes e restauradoras, a começar por observar os edifícios dos séculos passados. 

Comece o passeio pela Casa da Imagem. Esse lugar encanta não só por sua arquitetura, datada em 1880, mas também por seu conteúdo, que inclui um belo acervo iconográfico e exposições esporádicas. Na mesma calçada, vale a pena espiar o Solar da Marquesa de Santos, uma das poucas construções remanescentes do período colonial, e o Estúdio Lâmina, casa-galeria de arte contemporânea. Não muito longe dali está a Caixa Cultural, que sempre tem mostras gratuitas bem legais. Aproveite para almoçar ou assistir um show de ótima qualidade na Casa de Francisca, que ocupa um dos prédios que mais amo, o Palacete Tereza Toledo Lara, inaugurado em 1910 na rua Quintino Bocaiúva.

Reduto de skatistas, a Praça Roosevelt e seus entornos também são interessantes para quem está dando um rolê a pé. Sempre paro para um café, um encontro ou para trabalhar no Por um Punhado de Dólares. Não consigo sair de lá sem uma fatia do bolo de cenoura com chocolate e a Prensa Francesa. Outro lugar que me pegou de jeito é o Jardín, um respiro verde que funciona como loja de plantas e cafeteria na rua General Jardim. Os preços de ambos são justíssimos. Não muito longe dali está a Galeria Leica, que como supõe o nome, é um colírio para os olhos dos fotógrafos e entusiastas, não só pelas câmeras da marca, mas pelo visual minimalista do edifício.
 

Subindo para a Av. Paulista, um dos meus refúgios quando quero fazer nada ou tudo, é sempre bom bater perna no Itaú Cultural, que é grátis, tem um acervo incrível e mostras legais em cartaz; fuçar na prateleiras da Ilustrarquia, focada em editoras e produção independente, e na ala de arte, design e graphic novels da livraria Martins Fontes (fugindo da muvuca da Livraria Cultura); andar pelo jardim da Casa das Rosas; almoçar comida havaiana no escondido Pokee; trabalhar com o ótimo Wi-Fi gratuito do Mirante 9 de Julho; e por fim, tomar um café ou encontrar alguém no Urbe Café e Bar, que tem de tudo um pouco no cardápio e mesinhas na calçada. 

No trecho Vila Madalena e Pinheiros, gosto de percorrer as lojas de design da Rua Mateus Grou, fazer nada na Praça do Pôr do Sol, ver a arte urbana por praticamente todos os muros e também na galeria A7MA, percorrer a Rua Fradique Coutinho e arredores em busca de boa comida. Indico o pão de queijo delicioso do Da Feira ao Baile; os cafés do KOF; os doces da Damascus, feitos por uma família síria refugiada no Brasil; os drinks e os lanches do Raw Burger; as massas do Pastifício Primo. À noite, não dispenso uma ida ao Jazz nos Fundos, que agora está o triplo do tamanho e também acolhe o Centro de Música Instrumental. 

É difícil escrever, em apenas 3 mil caracteres, sobre São Paulo, meu berço, por mais que eu queira fugir; meu porto seguro, por mais insegura que seja. Aqui a gente ama e a gente odeia, tudo ao mesmo tempo. Poderia ficar páginas e mais páginas indicando lugares incríveis que essa cidade esconde, mas, assim como este texto, tudo tem um fim. Menos o meu amor por ela.

Esse post foi escrito percorrendo a cidade de São Paulo com uma mochila Terry Nü. Se quiser uma das nossas mochilas, bolsas ou malas como companheira de viagem, conheça a nossa coleção:

Texto por Brunella Nunes para @beatniksons